Talvez eu poderia ter escutado

Me vejo sozinha em um canto escuro e, já não sinto mais nada além da dor agonizante que sua ausência me traz. “Como eu cheguei aqui?”, me pergunto, mas não sei se quero saber a resposta.  Continuar lendo “Talvez eu poderia ter escutado”

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Para meu eu de agora: muita calma!

Ao me olhar no espelho enxergo um milhão de perguntas: “o que eu to fazendo aqui?”, “quem eu sou?”, “o que será do meu futuro?”, “onde eu vou chegar?”, e junto delas um nó na garganta se dá em lugar das respostas. Meu eu é o meu pior inimigo, e minha mente traz à tona um turbilhão de sentimentos… a vontade de chorar, o desejo de sumir vence o desejo de lutar para vencer, a angústia de ver todos ao redor conquistando seus troféus e a minha rotina sobrevive leviana. Gritar parece o único caminho a frente. Continuar lendo “Para meu eu de agora: muita calma!”

Para quem desaprendeu a amar

Esta é uma carta de amor a todos aqueles que desaprenderam a amar.

É, eu sei que dói, sei que a ferida fica exposta e tudo que todos fazem, é abri-la mais, expô-las mais. Expor a dor e a vergonha, o medo fica estampado em sua face e você simplesmente fica estática na sua cadeira porque não sabe mais o que fazer, como andar, e tampouco sorrir. É angustiante, sabe? A forma como a dor nos paralisa e nos enfraquece. Queria poder te falar que logo, logo irá passar, que ela se vai sem nenhuma marca ou arranhão, mas desculpa, eu não posso. Continuar lendo “Para quem desaprendeu a amar”

Porta da frente

Tu bateste à porta e eu te deixei entrar. Te levei ao sofá da sala, perguntei se estava bem. Pode ficar à vontade. Te deixei simplesmente estar aqui comigo porque tu me disseste que eu não estava bem sozinho; precisava de ti. Aceitei-o na minha casa, no meu íntimo secreto. Estava tudo bem — tu estavas comigo, me dizias que era o suficiente. Eu acreditava. Então tu querias que eu ficasse confortável, não me deixava levantar do sofá. Assim permaneci. Continuar lendo “Porta da frente”

O peso do amor eterno

“Você chegou como uma enchente. Aquela água nervosa que chega e devasta tudo. O céu preto e o vento frio, antecipando a tempestade. E você era a tempestade; eu procurei abrigo debaixo da nuvem mais densa que existira. Caiu como um raio em mim. Entrou nas minhas lacunas levando tudo que havia aqui. Sorriso, esperança, expectativa, amor próprio, liberdade, virgindade. Arrancou daqui de dentro tudo que estava guardado; ganhou espaço onde não te cabia… e eu me deixei levar. Continuar lendo “O peso do amor eterno”

Do meu fundo do poço – A depressão.

A doença do século. Eu tive a doença do século. Sim, tive. Ficou no passado, lá atrás; encaixado em dias tão longos que eu jamais desejaria voltar a vivê-los. Ela passou, mas as memórias ficaram. Ficaram para me relembrar que a vida é bonita e colorida nos seus mínimos detalhes – mesmo que nesse momento não pareça. Continuar lendo “Do meu fundo do poço – A depressão.”