Talvez eu poderia ter escutado

Me vejo sozinha em um canto escuro e, já não sinto mais nada além da dor agonizante que sua ausência me traz. “Como eu cheguei aqui?”, me pergunto, mas não sei se quero saber a resposta.  Continuar lendo “Talvez eu poderia ter escutado”

Anúncios

Para quem desaprendeu a amar

Esta é uma carta de amor a todos aqueles que desaprenderam a amar.

É, eu sei que dói, sei que a ferida fica exposta e tudo que todos fazem, é abri-la mais, expô-las mais. Expor a dor e a vergonha, o medo fica estampado em sua face e você simplesmente fica estática na sua cadeira porque não sabe mais o que fazer, como andar, e tampouco sorrir. É angustiante, sabe? A forma como a dor nos paralisa e nos enfraquece. Queria poder te falar que logo, logo irá passar, que ela se vai sem nenhuma marca ou arranhão, mas desculpa, eu não posso. Continuar lendo “Para quem desaprendeu a amar”

Porta da frente

Tu bateste à porta e eu te deixei entrar. Te levei ao sofá da sala, perguntei se estava bem. Pode ficar à vontade. Te deixei simplesmente estar aqui comigo porque tu me disseste que eu não estava bem sozinho; precisava de ti. Aceitei-o na minha casa, no meu íntimo secreto. Estava tudo bem — tu estavas comigo, me dizias que era o suficiente. Eu acreditava. Então tu querias que eu ficasse confortável, não me deixava levantar do sofá. Assim permaneci. Continuar lendo “Porta da frente”